here for you.
Querido Deus, eu só peço que cuide dele por mim ♥
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quero comentarios pra postar mais =)))


WEB: Belo Desatre

Capitulo 1

Era como se tudo naquela sala berrasse para mim dizendo que ali não era o meu lugar. As escadas se desfazendo, aquele alvoroço de clientes briguentos, e o ar, uma mescla de suor, sangue e mofo. As vozes viravam borrões enquanto as pessoas gritavam números e nomes, num constante vaivém, acotovelando-se para trocar dinheiro e gesticulando para se comunicar em meio a tanto barulho. Passei espremida pela multidão, logo atrás da minha melhor amiga.

- Deixe o dinheiro na carteira Sophia! – Lua gritou para mim.

Seu largo sorriso reluzia mesmo sob aquela fraca iluminação.

- Fique por perto! Vai ficar pior assim que começar! – Arthur avisou, bem alto para ser ouvido.

Lua segurou a mão dele e depois a minha, enquanto Arthur nos guiava em meio àquele mar de gente.

O som agudo de um megafone cortou o ar repleto de fumaça. O ruído me deixou alarmada. Tive um sobressalto e comecei a procurar de onde vinha aquela rajada sonora. Um homem estava de pé sobre uma cadeira de madeira, com um rolo de dinheiro em uma das mãos e o megafone na outra, colado à boca.

- Sejam bem-vindos ao banho de sangue! Se estão em busca de uma aula de economia…estão na merda do lugar errado, meus amigos! Mas se buscam O Círculo, aqui é a meca! Meu nome é Flávio. Sou eu que faço as regras e convoco as lutas. As apostas terminam assim que os oponentes estiverem no chão. Nada de encostar nos lutadores, nem ajudar, nem mudar a aposta no meio da luta, muito menos invadir o ringue. Se quebrarem essas regras, vocês serão esmagados, espancados e jogados para fora sem nenhum dinheiro! E isso vale pra vocês também, meninas! Então, não usem suas garotas para fraudar o sistema, caras!

Arthur balançou a cabeça.

- Que isso Flávio! – ele gritou para o mestre de cerimônias, em clara desaprovação à escolha de palavras do amigo.

Meu coração batia forte dentro do peito. Com um cardigã de cashmere cor-de-rosa e brincos de pérola, me sentia uma velha professora. Eu havia prometido a Lua que conseguiria lidar com o que quer que acontecesse com a gente, mas naquele lugar imundo, senti uma necessidade urgente de agarrar seu braço magro com ambas as mãos. Ela não me colocaria em perigo, mas estar em um porão com mais ou menos cinqüenta universitários bêbados, sedentos por sangue e dinheiro… Bem, eu não estava exatamente confiante quanto às nossas chances de sair dali ilesas.

Depois que Lua conheceu o Arthur durante a recepção aos calouros, com freqüência ela o acompanhava às lutas secretas que aconteciam em diferentes porões da Universidade Eastern. Cada evento era realizado em um local diferente, que permanecia secreto até exatamente uma hora antes da luta.

Como eu frequentava círculos bem mais comportados, fiquei surpresa ao tomar conhecimento do submundo da Eastern; mas Arthur já sabia daquele mundo antes mesmo de ter se juntado a ele. Micael, o primo e colega de quarto dele, participara de sua primeira luta sete meses atrás. Como calouro, os rumores diziam que ele era o competidor mais letal que Flávio tinha visto nos três anos desde a criação do Círculo. Quando começou o segundo ano, Micael era imbatível. Juntos, ele e Arthur pagavam o aluguel e as contas com o que ganhavam nas lutas, fácil, fácil.

Flávio levou o megafone à boca de novo, e os gritos e movimentos  aumentaram em um ritmo febril.

— Nesta noite temos um novo desafiante! O lutador de luta livre e astro da Bastem, Thiago Couto!

Seguiram-se aplausos e gritos eufóricos da torcida. A multidão se partiu como o mar Vermelho quando Thiago entrou na sala. Formou-se um círculo,  como uma clareira, e a galera assobiava, vaiava e zombava do concorrente. Ele  deu uns pulinhos para se preparar e girou o pescoço de um lado para o outro; o rosto estava sério e compenetrado. A multidão se aquietou, só restando um rugido abafado. Levantei as mãos depressa para tampar os ouvidos quando a música começou a retumbar, altíssima, nos grandes alto-falantes do outro lado da sala.

— Nosso próximo lutador dispensa apresentações, mas, como eu morro de medo dele, vou apresentar o cara mesmo assim! Tremam nas bases, rapazes, e fiquem de quatro, meninas! Com vocês, Micael “Cachorro Louco” Borges!

Houve uma explosão de sons quando Micael apareceu do outro lado da  sala, sem camisa, relaxado e confiante. Foi caminhando a passos largos até o  centro do círculo, como se estivesse se apresentando para mais um dia de  trabalho. Com os músculos firmes estirados sob a pele tatuada, cumprimentou  Thiago, estalando os punhos cerrados nos nós dos dedos do oponente. Micael se  inclinou para frente e sussurrou algo no ouvido de Thiago, que fez um grande  esforço para manter a expressão austera. Ele estava muito próximo de Micael, pronto para o combate. Os dois se encaravam. A expressão de Thiago era assassina; Micael parecia achar um pouco de graça em tudo aquilo.

Os adversários deram uns passos para trás, e Flávio fez o som que dava início à luta. Thiago assumiu uma postura defensiva e Micael partiu para o ataque. Fiquei na ponta dos pés quando perdi a linha de visão, apoiando-me em quem quer que fosse para conseguir enxergar melhor o que estava acontecendo.

Consegui ver alguns centímetros acima, deslizando por entre a multidão que  gritava. Cotovelos golpeavam as laterais do meu corpo e ombros esbarravam em mim, fazendo com que eu ricocheteasse de um lado para o outro, como uma bolinha de pinball. Quando consegui ver o topo da cabeça de Thiago e Micael, continuei abrindo caminho na base do empurrão.

Quando enfim cheguei lá na frente, Thiago tinha agarrado Micael com seus braços grossos e tentava jogá-lo no chão. Quando ele se inclinou para fazer esse movimento, Micael deu uma joelhada no rosto de Thiago. Antes que ele pudesse se recuperar, Micael o atacou — repetidas vezes, os punhos cerrados socavam o rosto ensanguentado de Thiago.

Senti cinco dedos se afundarem em meu braço e virei à cabeça para ver quem era.

— Que diabos você está fazendo aqui, Sophia? — disse Arthur.

— Não consigo ver nada lá de trás!— gritei em resposta.

E então me virei bem a tempo de ver Thiago tentar acertar Micael com um soco poderoso, ao que este se virou. Por um instante, achei que ele tinha desviado de outro golpe, mas ele fez um círculo completo e esmagou com o cotovelo o nariz do adversário. Gotas de sangue borrifaram o meu rosto e se espalharam no meu cardigã. Thiago caiu no chão de cimento com um som oco, e, por um breve momento, a sala ficou totalmente em silêncio.

Flávio jogou um quadrado de pano vermelho sobre o corpo caído de  Thiago, e a multidão explodiu. O dinheiro mudou de mãos novamente, e as expressões se dividiam entre orgulhosos e frustrados.

Fui empurrada com todo aquele movimento de gente indo e vindo. Lua gritou meu nome de algum lugar lá atrás, mas eu estava hipnotizada pela trilha vermelha que ia do meu peito até a cintura.

Um pesado par de botas pretas parou diante de mim, desviando minha atenção para o chão. Meus olhos foram se voltando para cima: jeans manchado de sangue, músculos abdominais bem definidos, um peito tatuado ensopado de suor e, finalmente, um par de cálidos olhos castanhos. Fui empurrada, mas Micael me segurou pelo braço antes que eu caísse.

— Ei! Cuidado com ela! — ele franziu a testa, enxotando qualquer um que chegasse perto de mim.

A expressão séria se derreteu em um sorriso quando ele viu minha blusa. Limpando meu rosto com uma toalha, ele me disse:

— Desculpe por isso, Beija-Flor.

Flávio deu uns tapinhas na nuca de Micael.

— Vamos lá, Cachorro Louco! Tem uma galera esperando por você!

Os olhos dele não se desviaram dos meus.

— Uma pena ter manchado seu suéter. Fica tão bem em você…

No instante seguinte, ele foi engolfado pelos fãs, desaparecendo da mesma maneira como tinha aparecido.

— No que você estava pensando, sua imbecil? — gritou Lua, me puxando pelo braço.

— Vim até aqui para ver uma luta, não foi? — respondi, sorrindo.

— Você nem devia estar aqui, Sophia — disse Arthur em tom de bronca.

— Nem a Lua — retruquei.

— Mas ela não tenta pular dentro do círculo! — disse ele, franzindo a testa. —Vamos!

Lua sorriu para mim e limpou meu rosto.

— Você é um pé no saco, Sophia, mas mesmo assim eu te amo!  - Ela me abraçou e fomos embora.


Anonymous asked: vai terminar alem do amor?????

siiiiim


Anonymous asked: posta posta

postooooo


Anonymous asked: já quero o primeiro,segundo, terceiro cap

uhuuuul, vou postarrr


se tiver pedidos ja posto o primeiro capitulooo


WEB SoMic: Belo Desastre

Sophia Abrahão é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Sophia acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com Lua, sua melhor amiga, para cursar faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade.

Micael Borges, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Sophia precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube de luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade.

Intrigado com a resistência de Sophia ao seu charme, Micael a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento dele pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Micael nem imagina que finalmente encontrou uma adversária a altura. E é então, que eles se envolvem em uma relação intensa e conturbada, que pode acabar levando-os à loucura.

Espero que gostem.


Anonymous asked: Sim Lari, pode postar

vou postar entãaao =)


Anonymous asked: pode postar hj

postarei entãaao… espero que gostemm


Anonymous asked: sim sim sim , já pode postar hj

ja querem a sinopse???