here for you.
Querido Deus, eu só peço que cuide dele por mim ♥
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WEB: Paixão Sem Limites

Capítulo 27

– Sophia?

O tom preocupado de Micael me espantou; abri os olhos depressa e os estreitei no escuro para vê-lo caminhando na minha direção.

– Oi – respondi.

– Não estava achando você. O que está fazendo aqui? Não é seguro.

Eu estava de saco cheio daquele papel de irmão mais velho. Sabia me virar sozinha. Ele precisava me dar mais espaço.

– Está tudo bem. Pode voltar lá e continuar com os seus amassos na mesa.

A amargura na minha voz era transparente. Não consegui evitar.

– Por que você está aqui? – repetiu ele devagar, dando outro passo na minha direção.

– Porque eu quero – respondi também devagar, olhando para ele com raiva.

– A festa é lá dentro. Não era isso que você queria? Um bar country com homens e bebidas? Se ficar aqui fora, vai perder.

– Micael, não chegue mais perto.

Ele deu outro passo na minha direção; agora, apenas uns dois centímetros nos separavam.

– Não. Quero saber o que aconteceu.

Alguma coisa dentro de mim deu um estalo e levei as duas mãos ao peito dele. Eu o empurrei com toda a minha força. Ele cambaleou um pouco.

– Quer saber o que aconteceu? VOCÊ, Micael. Foi isso que aconteceu.

Passei por ele pisando firme e comecei a andar em direção ao estacionamento escuro. Uma pegada forte envolveu o meu braço e me deteve; dei um tranco para tentar me desvencilhar, mas não adiantou. Micael estava me segurando firme e não parecia disposto a me soltar.

– Que papo é esse, Sophia? – perguntou, puxando-me de volta até junto do seu peito.

Eu me contorci, lutando contra o impulso de gritar. Detestava o jeito como o cheiro dele deixava o meu coração disparado e meu corpo latejando. Precisava que ele mantivesse a distância. Não que ficasse esfregando em mim aquele corpo delicioso.

– Me solta – disparei.

– Só quando você me disser qual é o problema – respondeu ele, zangado.

Eu me debati nos seus braços, mas ele não cedeu nenhum centímetro. Que coisa mais ridícula. Ele não queria ouvir o que eu tinha para dizer, mas mesmo assim eu queria falar. E sabia que iria afetá- lo. Que estragaria toda aquela sua ideia de amizade.

– Eu não gosto de ver você tocar outras mulheres. E detesto quando outros homens apertam a minha bunda. Quero que seja você a me tocar assim. Só que você não quer e eu preciso aceitar isso. Agora me solte!

Libertei-me com um safanão e corri em direção ao Range Rover. Podia ficar escondida ali até ele estar pronto para me levar para casa. Meus olhos começaram a arder por causa das lágrimas e corri mais depressa. Quando cheguei ao carro, dei a volta até a lateral e me recostei ali, de olhos fechados. Acabara de dizer a Micael que queria que ele apertasse a minha bunda. Que burrice! Ele tinha me dado um quarto só meu e oferecido a sua casa até o meu pai voltar para eu poder juntar dinheiro. Agora eu acabara de lhe dar todos os motivos para me pôr para fora. As travas do Range Rover se abriram com um clique e, quando abri os olhos, vi Micael vindo na minha direção a passos largos. Ele iria me levar para casa e me pôr para fora. Parou do meu lado e abriu a porta traseira com um tranco. Ele iria me obrigar a ir atrás. Que humilhação.

– Entre ou vou jogar você lá dentro – rosnou ele.

Eu me sentei no banco de trás antes que ele me empurrasse. Só que ele não fechou a porta comigo lá dentro. Pelo contrário: entrou atrás de mim.

– O que você está fazendo? – perguntei um segundo antes de ele me apertar contra o assento e tapar a minha boca com a sua.

Bastou um movimento da sua língua para eu abrir os lábios. O contato do metal dentro da minha boca era excitante. Nessa noite, o gosto de hortelã da boca de Micael não estava misturado com mais nada; eu poderia passar horas saboreando aquele gosto sem me cansar.

Ele segurou os meus quadris com as duas mãos e me mudou de posição até uma das minhas pernas ficarem em cima do banco, com o joelho dobrado, e a outra ainda no chão. Separou as minhas pernas e se acomodou entre elas. Afastou a boca da minha e desceu pelo meu pescoço dando beijos ávidos. Quando deu uma mordidinha no meu ombro nu, uma onda de excitação percorreu o meu corpo.

Suas mãos então encontraram a barra da minha blusa.

– Tire isso – falou, e então puxou a roupa por cima da minha cabeça e a jogou sobre o banco da frente sem tirar os olhos do meu peito. – Tire tudo, Sophia. – Levou uma das mãos às minhas costas e, em menos de um segundo, abriu o meu sutiã, puxando-o pelos meus braços e jogando-o no banco da frente junto com a blusa. – Foi por causa disso que tentei ficar longe. Por causa disso, Sophia. Não vou conseguir parar, não agora.

Ele abaixou a cabeça e pôs um dos meus mamilos na boca. Chupou com força, e senti uma explosão entre as pernas. Dei um grito, agarrei os seus ombros e me segurei ali. Vi quando ele pôs a língua para fora e fez o piercing de metal deslizar pela minha pele. Era a coisa mais erótica que eu já vira na vida.

– Você tem gosto de bala. Garotas não deveriam ter um gosto doce assim. Que perigo – sussurrou ele contra a minha pele, roçando o nariz no meu colo enquanto sorvia uma inspiração audível. – E o seu cheiro é incrível.

Os lábios dele tornaram a encontrar os meus enquanto uma das suas mãos grandes cobria o meu seio para apertá-lo de leve e, em seguida, beliscar o mamilo. Eu também queria sentir mais. Desci as mãos pelo seu peito e as enfiei por baixo da camiseta. Tinha olhado para aquele peito o suficiente para conhecer exatamente o seu aspecto. Agora queria saber qual era a sensação de tê-lo sob as mãos. A pele morna que cobria os seus músculos rijos era lisinha. Passei os dedos por cada dobra da sua barriga tanquinho e decorei aquela sensação. Não tinha qualquer garantia de que aquilo fosse se repetir, e queria tudo de uma vez.

Micael levou uma das mãos às costas e tirou a camiseta, que jogou para o lado antes de voltar a devorar os meus lábios. Levantei o corpo mais para perto dele. Nunca tinha ficado sem blusa com nenhum cara. Queria sentir o peito nu dele contra o meu. Ele pareceu entender o meu desejo e apertou-me com força nos braços, puxando-me para junto de si. A umidade da sua boca tinha esfriado o meu seio, mas o calor da sua pele me surpreendeu.

Gritei e o puxei mais para perto, com medo de ele se afastar. Tinha conseguido o que queria desde que o vira na varanda com aquela menina. Era entre as minhas pernas que ele estava agora. Aquela era a minha fantasia.

– Doce Sophia – sussurrou ele, puxando o meu lábio inferior para dentro da boca e o chupando.

Mudei de posição debaixo dele para tentar posicionar o seu pau duro entre as minhas pernas. Eu latejava; queria sentir a ereção dele contra o corpo. Micael desceu a mão para acariciar o meu joelho, em seguida a fez subir pela parte interna da minha coxa. Deixei a perna abrir mais; queria-o mais perto ainda. O meu desejo aumentava e saber que a mão dele estava perto de onde vinha aquela sensação me deixava tonta. Na hora em que ele deslizou o dedo pelo fundo da minha calcinha de seda, estremeci e soltei um gemido.

– Calma. Só quero ver se lá embaixo é tão doce quanto o resto – disse ele com uma voz rouca.

Tentei dizer alguma coisa, mas não consegui fazer mais nada a não ser me lembrar de respirar. Encarei os seus olhos e os vi adquirir um brilho enevoado. Ele não desviou o olhar quando enfiou um dedo por baixo da borda de renda da minha calcinha.

– Micael – sussurrei, apertando o seu ombro sem tirar os olhos dos seus.

– Shh, está tudo bem – falou ele.

Eu não estava com medo. Ele estava tentando aliviar o meu medo, só que eu não sentia nenhum. A excitação e o desejo eram demais. Eu precisava que ele se apressasse. Alguma coisa ia aumentando dentro de mim que eu precisava alcançar. O desejo latejante crescia.

Ele enterrou a cabeça no meu pescoço e deixou escapar um longo e fundo suspiro.

– Que delícia – grunhiu.

Comecei a abrir a boca para lhe implorar que não parasse. Precisava dele. Precisava da liberação que sabia estar próxima. Ele fez o dedo escorregar por cima do meu sexo molhado e senti os dedos dos pés se curvarem e o corpo se levantar de um jeito incontrolável. Foi quando o seu dedo me penetrou. Bem devagar. Gelei, com medo da sensação que viria a seguir. Seu dedo grosso foi entrando mais fundo e tive vontade de agarrar a mão dele e empurrá-la com mais força. Aquilo era bom demais. Demais.

– Caralho. Puta que pariu. Molhadinha, quentinha… tão quentinha. E, nossa, como você é apertada.

A respiração de Micael estava agora ofegante no meu pescoço e as coisas que ele me dizia só me deixavam mais excitada. Quanto mais safadas as suas palavras, mais o meu corpo reagia.

– Micael, por favor… – supliquei, controlando o impulso de segurar a mão dele e forçá-lo a aplacar o desejo que latejava sob o seu toque. – Eu preciso…

Eu não sabia do que precisava. Apenas precisava.

Ele levantou a cabeça, subiu com o nariz pelo meu pescoço e deu um beijo no meu queixo.

– Eu sei do que você precisa. Só não sei se vou conseguir aguentar ver quando conseguir. Você me deixou maluco, garota. Estou me esforçando muito para ser um bom rapaz. Não posso perder o controle no banco de trás de um carro, porra.

Balancei a cabeça. Ele não podia parar. Eu não queria que ele fosse um bom rapaz. Queria-o dentro de mim. Agora.

– Por favor, não seja um bom rapaz. Por favor – implorei.

Micael soltou uma expiração entrecortada.

– Caralho, gata. Pare com isso. Eu vou explodir. Vou lhe dar o que você quer, mas quando eu finalmente entrar em você pela primeira vez não vai ser esparramada na traseira do meu carro. Vai ser na minha cama.

Ele começou a mexer a mão antes de eu conseguir reagir e os meus olhos se reviraram nas órbitas.

– Isso. Goze para mim, doce Sophia. Goze na minha mão para eu sentir. Quero sentir você gozando.

Essas palavras me precipitaram pela beira do abismo que tanto vinha tentando alcançar.

– Micael!

Pude ouvir o grito alto que me escapou da boca enquanto eu me entregava à mais completa felicidade. Sabia que o estava chamando, gritando o seu nome e talvez até o arranhando, mas não conseguia mais me controlar. O êxtase era demais.

– Ahhh, isso. Isso, assim. Porra, assim. Que linda você é.

As palavras dele me alcançavam, mas eu me sentia muito distante. Quando recobrei os sentidos, estava sem forças e com a respiração ofegante. Eu me forcei a abrir as pálpebras para ver se o havia machucado com a minha reação descontrolada ao que sabia ser o meu primeiríssimo orgasmo. Já tinha ouvido falar muito a respeito, mas nunca conseguira ter um sozinha. Com certeza havia tentado algumas vezes, mas a minha imaginação não era suficiente. Depois dessa noite, estava certa de que isso não seria mais um problema. Micael acabara de me proporcionar material suficiente e ainda nem tinha tirado a calça.

Ergui os olhos e o vi me encarando, com o dedo na boca. Levei alguns instantes para entender que dedo era aquele. O arquejo chocado que acompanhou essa compreensão fez Micael dar uma risadinha enquanto tirava o dedo da boca e sorria.

– Eu tinha razão. Aí em baixo é tão doce quanto o resto de você.

Se não estivesse tão exaurida, eu teria enrubescido. Tudo o que consegui fazer foi fechar os olhos com força outra vez. Ele riu mais alto ainda.

– Ah, doce Sophia, o que é isso? Você acabou de gozar gostoso na minha mão e deixou até uns arranhões nas minhas costas para servir de prova. Não vá se fazer de encabulada agora. Porque, gata, você vai estar nua na minha cama antes que esta noite acabe.

Entreabri os olhos para ele, torcendo para ter escutado direito. Eu queria mais daquilo. Muito mais.

– Vamos vestir você de novo, depois vou procurar Lua e ver se ela quer carona ou se já encontrou um caubói para levá-la para casa.

Eu me espreguicei e consegui menear a cabeça.

– Está bem.

– Se eu não estivesse duro feito pedra, talvez ficasse aqui admirando essa expressão preguiçosa e satisfeita nos seus olhos. Gosto de saber que fui eu quem a provocou.

Micael não estava mentindo quando disse que queria me vestir: recolocou o meu sutiã e me deu um beijinho no ombro antes de enfiar a blusa pela minha cabeça.

– Prefiro que você fique aqui enquanto vou procurar a Lua. Com esse ar satisfeito na cara, está para lá de sexy. Não quero acabar brigando com alguém.

Mais elogios. Não sabia se algum dia iria me acostumar com aquilo vindo dele.

– Eu vim aqui com a Lua porque estava tentando incentivar a minha amiga a não transar com caras que nunca iriam considerá-la mais do que uma diversão. Aí você veio junto e olhe eu aqui no banco de trás do seu carro. Sinto que devo uma explicação a ela.

Micael demorou para responder. Passou algum tempo me estudando, mas no escuro não consegui ler muito bem a expressão do seu rosto.

– Estou tentando entender se a sua intenção é dizer que estava fazendo aquilo que a incentivou a não fazer. – Micael tornou a se inclinar por cima de mim e enfiou a mão nos meus cabelos. – Porque agora que eu provei não vou querer dividir. Isto aqui não é só diversão. Acho que estou ficando viciado.

Meu coração deu um pinote dentro do peito e eu respirei fundo. Nossa. Então tá. Ai, meu Deus. Micael abaixou a cabeça e me deu um selinho antes de passar a língua pelo meu lábio inferior.

– Hummm, é. Fique aqui. Vou pedir para a Lua vir falar com você.

Balancei a cabeça. Ele se afastou de mim e, antes de eu conseguir recuperar o fôlego, já tinha saído pela porta e caminhava em direção ao bar. Ele podia até pensar que estivesse viciado, mas não tinha ideia das sensações que havia provocado em mim. Pelo menos ele conseguia andar. Eu jamais teria sido capaz de me levantar assim tão cedo.

Eu me sentei, vesti a minha saia e escorreguei até junto da porta. Tinha que sair e passar para a frente, mas ainda não confiava plenamente nas minhas pernas. Será que aquilo era normal? Um cara podia fazer você se sentir daquele jeito? Talvez houvesse algo de errado comigo. Eu não deveria estar reagindo assim a Micael… deveria?


Anonymous asked: Hot SoMic ??? 👀👀

siim, na web hahahahahah *-* <3 =9


galeriiiis, se preparem pq vai rolar um hotzinho hahahahahha quero comentarios heeein


Anonymous asked: posta mais, por favor!

siiiiim


Anonymous asked: Por favor mais mais mais

postooo


Anonymous asked: Maissssssss

siiiiiim


WEB: Paixão Sem Limites

Capítulo 26

O bar era grande e todo feito do que pareciam ser tábuas de madeira. Aparentemente, era conhecido. Talvez por não ter muitos lugares como aquele na região. Grandes letreiros fluorescentes de cerveja adornavam as paredes do lado de fora e ali dentro. “Gun Powder and Lead”, de Miranda Lambert, tocava aos berros quando chegamos.

– A música ao vivo vai começar daqui a uma meia hora. É a melhor hora para dançar. Temos tempo de sobra para arrumar um lugar bom e tomar umas doses de tequila antes – gritou Lua mais alto do que a música.

Eu nunca havia tomado tequila. Na verdade, nem cerveja eu bebia. Mas essa noite seria diferente, eu ia aproveitá-la ao máximo; me libertaria. Micael chegou por trás de mim e pôs a mão na base das minhas costas. Aquela não era uma posição de amigo… ou era?

Decidi não corrigi-lo, pois teria que gritar para me fazer ouvir com aquela música. Ele nos conduziu até uma mesa reservada mais afastada da pista de dança. Recuou para me deixar passar.

Lua se acomodou na minha frente e ele se sentou ao meu lado.

Lua o encarou.

– O que vai querer tomar? – perguntou Micael, inclinando-se até junto do meu ouvido para não precisar gritar.

– Não sei – respondi, olhando para Lua em busca de um conselho. – O que devo beber?

Ela arregalou os olhos, então deu uma gargalhada.

– Você nunca bebeu?

Fiz que não com a cabeça.

– Não tenho idade suficiente para comprar bebida. Você tem?

Ela bateu palmas.

– Ah, isso vai ser divertido. E sim, eu tenho 21 anos, ou pelo menos a minha carteira de identidade diz que tenho. – Ela olhou para Micael. – Você tem que deixá-la sozinha um pouco. Vamos juntas até o bar.

Micael não se mexeu, mas olhou para mim.

– Você nunca bebeu álcool?

– Não, mas pretendo dar um jeito nisso hoje – garanti a ele.

– Então precisa ir com calma. Não vai aguentar muito. – Ele estendeu a mão e segurou o braço de uma garçonete. – Um cardápio, por favor.

Lua pôs as mãos nos quadris.

– Por que você vai pedir comida? Nós viemos beber e dançar com caubóis, não comer.

Ele virou a cabeça para ela, então não pude ver o seu rosto, mas percebi que os seus ombros haviam se contraído.

– Ela nunca bebeu. Precisa comer primeiro, senão daqui a duas horas vai estar curvada vomitando e xingando você por isso.

Ah… Eu não gostava de vomitar. Nem um pouco.

Lua revirou os olhos e provocou Micael:

– Ok, papai Micael. Vou lá pegar uma bebida para mim e uma para ela também. Então é bom alimentá-la depressa.

A garçonete apareceu com o cardápio antes mesmo de Lua acabar de falar. Micael o pegou e o abriu enquanto tornava a se virar para mim.

– Escolha alguma coisa. Não importa o que a diva da embriaguez pense, você precisa comer primeiro.

Concordei. Não queria passar mal.

– As fritas com queijo estão com uma cara boa.

Micael ergueu o cardápio e a garçonete voltou correndo.

– Fritas com queijo, duas porções. E um copo d’água grande.

Depois que a moça anotou o pedido e se afastou, Micael se recostou e inclinou a cabeça para olhar para mim.

– Então você está em um bar country. É tudo o que esperava? Porque, para ser bem sincero, essa música está difícil de aguentar.

Sorrindo, dei de ombros e olhei em volta. Havia rapazes de chapéu de caubói, e outros vestidos com roupas normais. Alguns usavam cintos com fivelas grandalhonas, mas a maioria parecia com as pessoas da minha cidade natal.

– Acabei de chegar e ainda não bebi nem dancei; quando tiver feito isso, respondo.

Ele deu um sorriso de viés.

– Você quer dançar?

Eu queria, mas não com ele. Sabia com que rapidez iria esquecer que ele era só um amigo.

– Quero, mas preciso primeiro de uma dose de coragem… e de alguém que me convide.

– Pensei que tivesse acabado de convidar – retrucou ele.

Apoiei os cotovelos na mesa e segurei o queixo com a mão.

– Você acha que é uma boa ideia?

Queria que ele admitisse que não era.

Ele suspirou.

– Provavelmente não.

Balancei a cabeça, concordando com ele.

Dois pratos de fritas com queijo surgiram na nossa frente e uma jarra cheia de água com gelo foi posta na frente de Micael. A comida parecia surpreendentemente apetitosa; eu não tinha me dado conta de que estava com tanta fome. Precisava prestar atenção no quanto iria gastar: aquele prato custava 7 dólares e eu não podia gastar mais de 20 naquela noite. Isso talvez significasse que eu só poderia tomar um drinque, mas Micael tinha dito que eu precisava comer, então era o que eu ia fazer.

Peguei uma batata frita coberta de queijo derretido e dei uma mordida.

– Melhor do que sanduíche de manteiga de amendoim, né? – perguntou Micael com um sorriso de provocação.

Assenti e peguei outra batata.

Lua se acomodou do seu lado da mesa trazendo um par de copinhos com drinques. A bebida era amarela.

– Pensei que seria melhor começar de leve. Tequila é bebida para garotas crescidas; você ainda não está pronta para ela. Isto aqui é um licor de limão. É doce e gostoso.

– Coma mais umas batatas antes – disse Micael, interrompendo-a.

Peguei outra batata e a comi depressa, depois comi outra. Então estendi a mão para o copinho.

– Ok, estou pronta – falei para Lua, que pegou o seu copinho e sorriu.

Fiquei olhando enquanto ela o levava à boca e jogava a cabeça para trás. Fiz o mesmo. Era muito bom. Só senti uma leve queimação na garganta. Gostava de limão. Pus o copo vazio sobre a mesa e sorri para Micael, que me observava.

– Coma – repetiu ele.

Tentei não rir para ele, mas não consegui me conter. Dei uma risada. Ele estava sendo ridículo. Comi mais um pouco de batata frita e Lua também estendeu a mão para pegar algumas.

– Conheci uns caras lá no bar. Apontei para você e eles estão olhando para a gente desde que eu sentei. Está pronta para fazer novos amigos?

Micael não se moveu na hora e comecei a pensar que ou ele a estava ignorando ou então iria me obrigar a comer mais. Por fim, ele deslizou do banco e se levantou. Eu quis falar alguma coisa, qualquer coisa para fazer ele sorrir e parar de fazer cara feia, mas não soube o quê.

– Cuidado. Estou aqui se precisar de mim – sussurrou ele ao meu ouvido.

Eu apenas assenti. Senti um aperto no peito e tive vontade de voltar para aquela mesa ao lado dele.

– Vamos, Sophia. Está na hora de usar você para arrumar umas bebidas de graça e uns homens. Você é a comparsa mais gata que eu já tive. Vai ser divertido. Só não diga aos caras que você tem 19 anos. Diga a todo mundo que tem 21.

– Está bem.

Ela me puxou na direção de dois caras que estavam obviamente nos comendo com os olhos. Um deles era alto e tinha cabelos louros compridos presos atrás das orelhas. Parecia não fazer a barba havia alguns dias e o seu corpo tinha um aspecto impressionante por baixo da camisa de flanela justa. Ele olhou para mim, olhou para Lua, depois tornou a olhar para mim. Ainda não tinha se decidido.

O outro tinha cabelos castanhos curtos um pouco encaracolados e um par de olhos azuis bem bonitos. Daquele azul cristalino que dá vontade de suspirar. A camiseta branca não deixava muita coisa a cargo da imaginação e o seu peito largo era bom de olhar. Mais classe trabalhadora, impossível. Eu sabia reconhecer um jeans da Wrangler… aquela calça lhe caía bem. Seus olhos estavam cravados em mim, sem piscar nem desviar. Ele exibia um leve sorriso nos lábios e pensei que, no fim das contas, aquilo não iria ser tão ruim.

– Meninos, essa é a Sophia. Consegui tirá-la de perto do irmão e agora ela precisa de uma bebida.

O de cabelos escuros se levantou e estendeu a mão.

– Danilo. Prazer em conhecê-la, Sophia.

Segurei a sua mão e a sacudi.

– O prazer é meu, Danilo.

– O que você quer beber? – perguntou ele e um sorriso de aprovação se abriu no seu rosto.

– Ela quer uma vodca com suco de limão siciliano. É a bebida preferida dela – falou Lua ao meu lado.

– Oi, Sophia. Eu sou o Nick – disse o louro, estendendo a mão para eu apertar.

– Oi, Nick.

– Certo, rapazes, sem briga. Nós somos duas. Calma, Nick. A inocência que ela irradia deixou você assanhado – disse Lua com um tom irritado. – Venha dançar comigo e eu lhe mostro como meninas más podem satisfazer essa ânsia.

Toda a atenção de Nick estava agora concentrada em Lua. Cobri a boca para conter uma risada. Que talento. Ela piscou o olho para mim e puxou Nick para a pista de dança.

– Que amiga essa sua. Ela se ofereceu para ficar com nós dois. Expliquei que não era chegado nesse tipo de coisa e ela apontou para você. Tudo que consegui ver foram os seus cabelos louros, mas fiquei intrigado – falou Danilo, entregando a vodca com limão para mim.

– Obrigada. E, sim, Lua é bem divertida. Foi ela quem me trouxe aqui hoje. É a minha primeira vez em um lugar como este.

Danilo meneou a cabeça na direção de Micael. Uma loura alta de pernas compridas estava apoiada na borda da nossa mesa. Vi quando ele passou o dedo pela lateral da coxa dela. É, não tinha demorado muito…

– Foi por isso que o seu irmão veio junto hoje?

A pergunta de Danilo me fez lembrar por que eu estava ali. Desgrudei os olhos de Micael e da perna da garota.

– Hã, é… algo assim.

Levei o copo à boca e bebi depressa.

– Vamos… quero dizer, você quer dançar? – perguntei ao pousar o copo novamente sobre o bar.

Danilo se levantou para me levar até a pista. Lua já pressionava o corpo contra o de Nick de uma forma que deveria ser proibida em público. Eu não iria dançar assim. Torci para Danilo não estar esperando isso. Ele pegou as minhas mãos e as pôs em volta do próprio pescoço antes de me segurar pela cintura e me puxar mais para perto. Foi bom. Ou quase. A música era lenta e sensual. Não exatamente uma música que eu quisesse dançar com um desconhecido.

– Você mora por aqui? – perguntou Danilo, abaixando a cabeça até junto do meu ouvido para eu poder escutar.

Fiz que não com a cabeça.

– Eu moro a uns quarenta minutos daqui e acabei de me mudar. Sou do Alabama.

Ele sorriu.

– Então o sotaque do sul está explicado. Percebi que é mais carregado do que o das pessoas desta região.

A mão dele desceu um pouco mais pela minha cintura até os seus dedos roçarem a curva superior do meu bumbum. Isso me deixou um pouco preocupada.

– Está na faculdade? – perguntou ele, descendo mais um pouco a mão.

Balancei a cabeça.

– Não. Eu… hã, eu trabalho.

Vasculhei a pista à procura de Lua, mas não a vi em lugar nenhum. Será que eles tinham ido embora? Por mais que detestasse fazer isso, olhei na direção da mesa reservada para ver se Micael ainda estava lá. A loura estava agora sentada à mesa junto com ele, que tinha os olhos e talvez os lábios já em cima dela.

A mão de Danilo escorregou mais para baixo até ele segurar a minha bunda por completo.

– Nossa, menina, que corpo incrível – sussurrou ele no meu ouvido.

Alerta vermelho. Eu precisava de ajuda.

O quê? Desde quando eu precisava de ajuda? Fazia anos que não dependia de ninguém. Não precisava começar a bancar a indefesa agora. Pus as duas mãos no peito de Danilo e o empurrei para trás.

– Preciso de um pouco de ar puro e não gosto muito de desconhecidos apertando a minha bunda – falei, girando nos calcanhares para seguir em direção à porta.

Não queria voltar para a mesa e assistir Micael ficar com outra menina e, com certeza, ainda não queria arrumar outro parceiro de dança. Precisava de ar puro. Ao sair para a escuridão do lado de fora, inspirei fundo e me apoiei na lateral do prédio. Talvez eu não fosse feita para aquele tipo de coisa. Ou talvez tudo estivesse acontecendo depressa demais. De toda forma, eu precisava de um descanso e de um novo par. Com Danilo não iria dar certo.


Anonymous asked: Vaai nos recompensar hj ?😍❤️

vou postar mais, só não vou ficarr até mto tarde… tenho q acordar cedo =( ahahuaha


Anonymous asked: Mais por favor

siiiim


Anonymous asked: Mais mais mais

postoo